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23/08/2016 ### Raimundo Nonato de Miranda Chaves ### Belo Horizonte
Dom Darci José, Arcebispo de Diamantina, compareceu ao Jubileu de Cemitério do Peixe, neste ano de 2016, e celebrou com o povo o centenário da instalação do Jubileu. Ele caminhou, acompanhado por Luiz Rodrigues, por todos os recantos da localidade, observou ou detalhes e conversou com o povo. Luiz Rodrigues, meu companheiro desde os tempos de ginásio, me confessou, entusiasmado, ele tem o mesmo jeito de Dom João de Souza Lima, que montava um cavalo em Camilinho e, acompanhado de João Baiano, ia visitar meu pai, na Fazenda do Braz, nos arredores de Costa Sena.

Dom Darci José, celebrante maior da missa de domingo – 21 de agosto –, concelebrada com os sacerdotes: Padre Franciane, titular da paróquia de Santo Antônio, de Gouveia; Padre Carlos Pinto, natural de Capitão Felizardo, filho de dona Chiquita – sobrinha e filha adotiva do criador do Jubileu, o meu tio-avô Canequinho -; Padre Mauro Carvalhais – redentorista –, conhecido como o Padre do Peixe, tal a dedicação e respeito com que ele lida com as Missões do Peixe.

Ao pronunciar o Sermão, a novo Arcebispo mostrou-se atento à realidade, reclamou de maus políticos e da situação em que colocaram o país. Condenou, com veemência a venda de votos, expressou-se de forma clara e compreensível para o povo, usou frases de efeito: Cada povo tem o governante que elege; vender votos é matar o irmão mais necessitado. Mas, muito consistente no raciocínio: Vende votos quem interessa por si mesmo e não pensa na comunidade. Se você não ama o próximo que você vê, então não ama a Deus que você não vê! Rezar é uma coisa fazer é outra! Eu prefiro dizer que a Ação substitui, com vantagem, à oração.

No final Dom Darci falou do desprendimento e da visão de Canequinho e desejou que todos voltassem para casa com mais consciência da importância da vida em comum e do respeito e amor ao próximo e, com vigor: Deus quer a nossa parceria para lutar contra o poder irresponsável.

Ite, missa est!

Agora, Dom Darci discursa: Afirma que a missão está entregue a Padre Franciane, titular da paróquia; agradece ao Padre Carvalhais por tudo que ele fez pelo Peixe; agradece ao Padre Carlos e ao senhor Luiz Rodrigues; agradece ao prefeito de Conceição do Mato Dentro e, promete mais padres para a realização das missões. Considera que ainda há muito o que fazer no povoado, o povo merece e deve ter mais segurança, mais conforto e que ele se esforçará para consegui-lo, com a colaboração dos prefeitos de Conceição e de Gouveia.

Alerta! Mantenhamos o foco! Romeiros de Camilinho, Cedro, Pacheco, Água Parada, Mandaçaia e demais localidades da margem direita do Rio Paraúna, não é a hora de lutarmos pela ponte no Rio Paraúna, no fundo do Cemitério do Peixe!?

ponto a registrar é o novo túmulo do Criador do Jubileu – Antônio Francisco Pinto, o Canequinho e sua 1ª esposa: Carlota Pinto de Miranda, também minha tia-avó, por ser irmão da avó Amélia, antes de ser esposa de Canequinho. Veja fotos

22/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
A proposta foi encaminhada para os dois "Toninhos" candidatos.

22/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Nesta data encaminhei, via correio, em nome da AFAGO, a proposição abaixo, como forma de contribuição para os trabalhos da área cultural do nosso município. Aguardaremos a acusação de recebimento de ambos para nos colocarmos à disposição para discutir cada proposta e cobraremos, após a posse, a transformação da proposição em projeto ou em lei. PROPOSIÇÃO DE UM PLANO DE ATUAÇÃO PARA OS CANDIDATOS A PREFEITO DE GOUVEIA NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE OUTUBRO DE 2016. Senhores Candidatos, A AFAGO - Associação dos Filhos e Amigos de Gouveia, fundada em 04/12/2006, na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, com sede e foro à Avenida Amazonas, 115 - sala 1709, CEP 30.180.000, CNPJ nº 008.905.090/0001-71, por iniciativa do voluntarioso, abnegado e idealista médico pediatra gouveano Waldir de Almeida Ribas, é uma entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter social, cujo objetivo maior é promover a integração da comunidade gouveana da região metropolitana de Belo Horizonte fortalecendo os laços de união com Gouveia e propugnar pelo desenvolvimento do município. A AFAGO tem duração e número de sócios ilimitados, dela podendo fazer parte os nascidos em Gouveia e todos aqueles que, por afinidade familiar, laços afetivos, adoção de cidadania honorária e por aqueles que se disponham a viver os fins estatutários da sociedade e quaisquer outras razões, se considerarem ligados ao município. No cumprimento de sua destinação, à AFAGO compete, especialmente: a) realizar periodicamente reuniões sociais, culturais, recreativas e outras que visem estimular o relacionamento, o espírito comunitário e de solidariedade mútua entre os membros da colônia Gouveana, além de preservar os laços afetivos com a cidade de Gouveia e sua população, em geral; b) promover outros eventos que, por sua natureza e definição, venham a contribuir para o desenvolvimento sócio técnico-cultural de seus associados; c) auxiliar, na medida do possível, os gouveanos que, comprovadamente, careçam de assistência financeira, social e afetiva em Belo Horizonte ou região metropolitana; d) velar pela preservação da memória histórica da cidade de Gouveia e sua comunidade; e) criar na sede do município, local que se possa, estruturar e concretizar, um Centro Histórico Cultural da família Gouveana (Casa do Gouveano). A AFAGO é isenta de quaisquer preconceitos ou discriminações relativas à cor, raça, credo religioso, classe social, concepção político-partidária ou filosófica e nacionalidade, em seu quadro social. Assim sendo a AFAGO vem à presença de V. Sa. com o propósito de lhe apresentar, para a hipótese de que a sua chapa vença as eleições municipais para prefeito de Gouveia, em outubro próximo, uma sugestão de programa de trabalho com ênfase na área da cultura, a saber: 1) Implantação de um Circuito Municipal de Arte e Cultura através de espaços compatíveis da prefeitura, escolas públicas, parques, ônibus, de forma a integrarem uma grande rede difusora de obras culturais; 2) Promover o acesso dos bens culturais – música, teatro, cinema, literatura, dança, artes plásticas etc. com ênfase na divulgação de autores da cultura local e regional; 3) Ampliar espaço para biblioteca de forma a oferecer mais atividades à população; 4) Expandir a biblioteca municipal para os povoados formadores do meio rural; 5) Contratar espetáculos artísticos, para apresentações gratuitas à população ou oferecendo ingressos para a rede privada; 6) Apoiar e respeitar a vocação cultural de cada povoado de acordo com as identidades culturais de seus habitantes; 7) Criar, ambientar e transformar centros culturais em cada povoado para que propiciem a difusão das obras de artistas locais; 8) Exigir que o ensino de música nas escolas públicas seja cumprido e aplicado em sua totalidade; 9) Defender o Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural da cidade de Gouveia; 10) Valorizar as artes plásticas; 11) Manter e ampliar as esculturas em exposição na cidade; 12) Apoiar e incentivar o calendário cultural de atividades festivas da cidade, como a Festa do Divino, de Santo Antônio, Semana Santa, Senhora da Conceição, Emancipação da Cidade, Carnaval, Sete de Setembro, Natal etc.; 13) Intensificar as ações de tombamento do Patrimônio Arquitetônico e das Obras da Natureza, estimulando a iniciativa dos proprietários de obras e monumentos tombados para a manutenção e conservação adequadas dos imóveis e das obras naturais; 14) Valorização do hábito da leitura entre a população ampliando os equipamentos literários da prefeitura e incrementando o seu acervo; 15) Treinar funcionários e criar agentes culturais de leitura, atuando nos povoados, junto às escolas e bibliotecas; 16) Criar concurso literário, para valorizar os escritores; 17) Oficializar como parte integrante do contexto cultural do município o Prêmio AFAGO de Literatura, que estará, em 2017, em sua sétima edição, patrocinando, a partir desta, os custos de sua premiação; 18) Reconhecer as manifestações culturais dos povoados e inseri-las na programação cultural da cidade. 19) Aderir ao Sistema Estadual de Cultura como forma de obter recursos para projetos culturais selecionados por meio de editais públicos. (*) Observe-se que estamos denominado de “povoado” todas as comunidades componentes do município, desde que estabelecidas fora da sede, como Cuiabá, Pedro Pereira, Camilinho, São Roberto, Barão de Guaicui, Vila Alexandre Mascarenhas e outros que erroneamente são considerados pela própria população como distritos. Para a execução desta programação a AFAGO se coloca À inteira disposição de V. Sas. para auxiliar no que for de conveniência. Gouveia, 22 de agosto de 2016. AFAGO – Associação dos Filhos e Amigos de Gouveia – Adilson do Nascimento – Presidente.

19/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Ontem, 18 de agosto, como estava previsto, foi realizada a reunião de trabalho dos dirigentes da AFAGO, relativa ao mês corrente. O evento teve lugar na Sala Doutor Waldir de Almeida Ribas, no 17º andar do Edifício Caxias, à Avenida Amazonas, 115. Compareceram, além do presidente, o diretor de comunicação social José Moreira de Souza, o diretor jurídico Manoel Luiz Ferreira de Miranda, o tesoureiro Raimundo Nonato de Miranda Chaves, o secretário Guido de Oliveira Araújo e os conselheiros Milton Maria Ferreira de Miranda e Geraldo da Consolação Miranda. Aberta a sessão foi lida a ata da anterior que foi aprovada sem ressalva e sem que houvessem pendências a decidir. O presidente apenas informou que a sugestão do conselheiro Gil Martins de Oliveira de se estabelecer uma contribuição mensal para custeio do Prêmio Afago de Literatura estava prejudicada em razão do momento econômico que vive o país. O presidente, ainda, registrou um agradecimento ao professor Guido de Oliveira Araújo que se propôs a fazer uma palestra, em Gouveia, para os componentes do Grupo de Poetas Gouveanos, o que se deu no dia 13 de agosto, sendo colhido ótimo resultado. O diretor de comunicação José Moreira de Souza anunciou estar em fase de elaboração (editoração e edição) o livro do professor Raimundo Nonato de Miranda Chaves “Camilinho – Escola de Vida” – que será lançado em grande estilo, em Belo Horizonte e, possivelmente, em Gouveia e Diamantina. Também comunicou a realização de uma missa campal em seu sítio de Pinhões, no município de Santa Luzia, por ocasião das preparações da Festa de Nossa Senhora do Rosário, que será oficiada às 10,30 horas, do dia 7 de setembro, com barraquinhas de comes e bebes e convida todos os afagueanos e gouveanos para que se façam presentes. A festa se realizará em outubro. O diretor José Moreira de Souza propôs, ainda, inserir na proposta de Plano de Ação da Área de Cultura a ser oferecida aos candidatos a prefeito de Gouveia a adesão do município ao Sistema Estadual de Cultura, como forma de obter recursos para os projetos culturais selecionados por meio de editais públicos. Propôs, também, que a AFAGO se movimente no sentido de estabelecer uma “Gouveia Empreendedorista”, para o que o presidente assumiu o compromisso de buscar orientação junto ao SEBRAE-MG. Como pode se ver a nossa AFAGO, apesar das suas inúmeras dificuldades, está em busca de uma Gouveia melhor para os gouveanos.

18/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Gostaria de conhecer os endereços postais dos comitês eleitorais dos candidatos a prefeito de Gouveia. Pretendo lhes enviar, em nome da AFAGO, uma proposta de Plano de Ação, para a área de cultura.

15/08/2016 ### Raimundo Nonato de Miranda Chaves ### Belo Horizonte

15/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Confirmando para os meus colegas dirigentes da AFAGO que haverá reunião na próxima quinta-feira, 18 de agosto, às 19,30 horas, em nossa sede, à Avenida Amazonas, 115, 17º andar, na sala Doutor Waldir de Almeida Ribas. Gostaria de convidar os gouveanos, principalmente da Grande BH, para se fazerem presentes trazendo-nos sugestões de atuação em benefício de nossa comunidade.

14/08/2016 ### Raimundo Nonato de Miranda Chaves ### Belo Horizonte

E O Peixe Ein!!
Você não vai?
Ora, até Dom Darci, recém empossado na Arquidiocese de Diamantina, vai estar lá! Refaça sua agenda! mas, não deixe de comparecer.
Ah! você não tem o programa?
Não se avexe é só clicar aqui
Lembre-se, são cem anos de Jubileu e nós vamos homenagear o fundador: meu tio avô Antônio Francisco Pinto,vulgo Canequinho, o criador do Peixe.


13/08/2016 ### João de Jesus Saraiva ### Contagem
Meu querido colega da AFAGO e conterrâneo Gil,lendo hoje sua mensagem por sinal é para todos nos um exemplo de vida e dignidade sobre a retrospectiva, da vida deste grande missionário de Deus enviado a todos nos é belíssima dom Mario vale a pena e como ler,se ainda não tem um livro contando a história deste grande homem de Deus deveria ter pois é uma obra de Deus a vida deste santo homem é de Mario,Francisco nosso querido Papa é que estamos precisando mas na região onde ele está ele com certeza está servindo um povo carente e muita das vezes sem dúvida é la que Deus o escolheu para uma comunidade menos favorecida ou esquecida pela sorte.Um grande abraço gente boa.

12/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Nascido em Minas Novas, em 13 de agosto de 1924 o menino passou a sua infância em Itamarandiba, onde fez o ensino fundamental no Grupo Escolar Coronel Jonas Câmara. Estudou no Seminário de Diamantina formando-se em Humanidades em 1942 e em Filosofia em 1944. Foi estudar em Roma, na Itália, onde fez mestrado em Teologia e Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana. Foi ordenado sacerdote em 12 de março de 1949, na Catedral de São João Latrão em Roma. Como continuou os seus estudos em Roma, até 1951, celebrou sua primeira missa em 17 de setembro de 1951, em Itamarandiba. Foi pároco de Gouveia de 1951 até 1957, quando foi transferido para Curvelo, sendo elevado a Cônego. Foi ordenado Bispo por Dom José Newton de Almeida Baptista, Arcebispo de Diamantina, com 34 anos (o mais novo bispo do Brasil), em 7 de maio de 1959 e transferido para Belo Horizonte para ser auxiliar de Dom João de Resende Costa, a quem sucedeu como Arcebispo de Belo Horizonte, em 5 de fevereiro de 1986. Em 21 de fevereiro de 1998 recebeu o barrete cardinalício e o título de São Luís Maria Grignion de Montfort. Desde 28 de janeiro de 2004, quando contava 79 anos de idade, aposentou-se, sendo sucedido por Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Desde então passou a ser Arcebispo Emérito de Belo Horizonte. Estou me referindo, evidentemente, a Dom Serafim Fernandes de Araújo que amanhã, portanto, completará 92 anos de vida. Nossos votos de felicidades plenas ao Cardeal e sócio honorário da AFAGO.

11/08/2016 ### José Carlos Dias ### Niterói - RJ
Em mensagem anterior, eu coloquei a pergunta: Havia movimento abolicionista em Gouveia. Creio que sim. O Jornal "A Voz do Povo" era abolicionista e mantinha próximos laços com a Sociedade Abolicionista formada em Diamantina em 8 de janeiro de 1882. O jornal divulga divulgou em uma de suas edições os nomes dos componentes de sua Diretoria. Bem, resta saber se há alguma pessoa de Gouveia que participasse. São eles: Presidente - Antonio dos Santos Mourão; Secretário - Josino de Quadros; Orador - Zoroastro (poeta e escritor); Tesoureiro - Propércio; Procurador - Josefino Sá; Conselheiros - Dr Francisco Corrêa Rabello; Dr Álvaro da Matta Machado; João Neponuceno Kubitscek; Cládio Augusto Ribeiro de Almeida; Clementino Rabello de Campos; Manoel Ricardo Pires Carmargos; José Felício dos Santos.

06/08/2016 ### Gil Martins de Oliveira ### Mateus Leme, MG
Usurpando o espaço do Livro de Mensagem para homenagear um amigo e ex-colega de seminário, lá da década de 50. Trata-se de D. Mário Clemente Neto, bispo emérito da Prelazia de Tefé, AM, completando 75 anos dia 07/08 e bodas de ouro de sacerdócio, no dia 14/08. Além de mim, outros gouveianos, uns vivos, outros não, estudaram no Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Itaúna, MG: Geraldo e Gilberto de Arminda, Eustáquio Vieira, Eustáquio de Genilda, Emir de Oscar, Raul, meu irmão, Wilton e Hélio, neto de Jota. Talvez, alguns ainda se lembrem de D. Mário.(Esta mensagem será lida amanhã,07/08, durante o almoço da família). SERVINDO A QUEM MAIS PRECISA Tudo começou quando Padre Adriano Turkenburg, da Congregação do Espírito Santo, foi visitar o pai do menino, Mário, para saber se ele podia seguir a carreira sacerdotal na vida religiosa. Com o sim do menino e do senhor Antônio Clemente, seu pai, estava nascendo em Itaúna, Minas Gerais, o Seminário Nossa Senhora de Fátima que, sob a direção competente do Padre Adriano, logo começaria a receber mais candidatos, isso, no ano de 1954. Eu cheguei com a turma de 1956. Mário, sendo o primeiro e único seminarista na primeira série ginasial, terminou o ginásio com colegas do Colégio Santana, anexo ao prédio do seminário, seguindo depois para o Caraça e Mariana onde fez o Clássico e Filosofia, respectivamente. Depois foi para Teresópolis, RJ, onde a Congregação arrendou, dos Beneditinos do Rio, o Sítio Seio de Abraão, no Bairro Quebra Frascos. Ali, já com outros colegas vindos de Itaúna, ele fez um ano de noviciado, seguindo, depois para Roma, onde cursou a Teologia, na Pontifícia Universidade Gregoriana - PUG. E assim, Mário, convivendo com os Lazaristas de Vicente de Paulo, no Caraça, com os Jesuítas da PUG foi, aos poucos, adquirindo uma formação bem holística em matéria de carismas, sem, contudo, abrir mão do “Cor Unum et Anima Uma”, Um só coração e uma só alma, dos fundadores espiritanos, padres Poullart des Places e Libermann. Nos tempos de Roma, durante as férias, ele virava mochileiro e viajava de carona pela Europa, aproveitando para praticar as diversas línguas que fala. Retornando, em 14 de agosto de 1966, é ordenado sacerdote, evento que estamos, festivamente, comemorando, pois já lá se vão 50 anos. É bom lembrar que foram das primeiras turmas de seminaristas (1954 e 1955) que saíram os esperados frutos: Padres Otacílio e Marinho e os, hoje, D. Mozé, bispo de Cruzeiro do Sul, AC e D. Mário. Depois de servir por 14 anos nas paróquias de Itaúna, Mateus Leme, Itatiauçu e, depois em São Paulo, na Vila Mangalot, aos 40 anos de idade e 14 de sacerdote, Mário é chamado para o episcopado. O Espírito do Senhor deve ter soprado nos ouvidos do Papa João Paulo II que existia no Brasil alguém bem qualificado para a evangelização da Amazônia. E assim, no dia 19 de outubro de 1980, Padre Mário é, solenemente, sagrado Bispo Coadjutor da Prelazia de Tefé, Amazonas. Resta-lhe seguir, então, para o destino que Deus lhe havia reservado: os carentes e sofridos povos do amazonas, com os quais já convive há 36 anos, a metade da sua vida. Quando ele aceitou o Amazonas na sua caminhada, estava abrindo mão de todas as vaidades humanas, pois, nós que vivemos aqui no Sudeste temos um Brasil privilegiado, com transporte, energia elétrica, internet, comunicações fáceis, recursos de saúde, ainda que não o desejado, relativo saneamento básico. Meu amigo, Mário, abriu mão disso tudo, deixando para trás familiares, amigos, conforto e, botando na mochila apenas a simplicidade, sua marca registrada, e, certamente, com o coração miudinho, partiu rumo à missão ainda desconhecida que o esperava. D. Joaquim de Lang, bispo titular, logo, logo deixaria os 263.835Km quadrados (O estado de São Paulo tem 248.209 mil) da Prelazia a Cargo de D. Mário. Bom saber que prelazia é uma Igreja que ainda não possui estrutura suficiente para ser diocese, devido à falta de instituições formadoras do clero, de padres, leigos ministros, catequistas etc. Durante 20 anos, D. Mário abraçou com carinho, coragem e muita fé sua pesada cruz frente à prelazia. Teve que conviver com as doenças locais. Pegou malária, maleita, tuberculose. Passou por inúmeras noites mal dormidas por causa dos mosquitos, das incontáveis viagens longas e sem conforto, dos problemas mecânicos com o barco. E tudo isso, permeado por uma alimentação, muitas vezes, não condizente com as necessidades do seu organismo. O “rancho” ou comida, na linguagem local, consta, quase sempre, de farinha, peixe, carne de caça, alguma fruta. Há uma grande dependência do óleo diesel que é consumido nos motores dos barcos. O sal, o fósforo, querosene, coisas secundárias em nosso meio, são elementos fundamentais na vida dos ribeirinhos. D. Mário, além da finalidade primeira de sua missão, que é evangelizar, tem se mostrado, também, muito interessado e proativo no que tange aos enormes problemas da educação e da saúde, como carência de medicamentos, de vacinas, de gelo para conservação das vacinas; a exploração dos ribeirinhos por parte de pescadores e madeireiros que pagam o que querem, sendo, muitas vezes uma simples troca do produto por comida, óleo diesel etc. Não há sindicatos de classe para defendê-los. Gostaria, agora, de fazer um paralelo entre quatro personagens de diferentes épocas. O primeiro é do século XIII. De família nobre, fez opção pelo despojamento e pela simplicidade. Ante as exigências da família, para que se enquadrasse nos padrões palacianos, ele preferiu, em público, tirar suas roupas juntando a elas as joias que lhe pertenciam e dizer: “Só Deus basta”. Simplicidade, despojamento e amor à natureza, eis a essência do grande S. Francisco de Assis. Francisco viveu na opulência e a tudo renunciou. Já Vicente de Paulo viu na vida clerical uma forma de se projetar socialmente, pois em sua época, século XVI, a Igreja ainda andava de braços dados com a nobreza. Só que, em Folleville, na França, atuando como educador dos filhos de um general, no castelo da fazenda, certo dia foi chamado à casa de uma família de agregados que lá trabalhavam. Lá chegando, deparou-se com tamanha miséria, que seu coração transbordou de compaixão. Vicente, então, descobriu sua verdadeira vocação: tirar dos nobres para socorrer os pobres. Passou então a abraçar o que há de mais importante no seguimento de Jesus, a misericórdia: “Eu estava com fome e me deste de comer”. (Mt 25,31). O outro personagem em questão, na grande capital, Buenos Aires, não perdia tempo na busca de solução para os excluídos da periferia. Seja de ônibus, de metrô e, até mesmo, de bicicleta lá ia ele abraçar a causa dos mais carentes. Trata-se do cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje, nosso papa que escolheu o nome Francisco exatamente por causa de sua grande afinidade com os que não têm vez e nem voz. O quarto é o que está comemorando, hoje, 75 anos de idade e, dia 14/08, 50 anos de padre. O que há de comum em eles? A simplicidade e a com-paixão pelos excluídos. Todo bispo precisa de um cajado ou báculo. É um bastão de ponta curvada que indica a função de pastor. Há báculos lindos, banhados de prata, ouro, cobre ou mesmo niquelados. Pois bem, o bispo, D. Mário, numa visita a Capão Escuro, onde nasceu, na zona rural de Itaúna, entrou no cerrado e escolheu uma vara que, arrancada com a raiz, veio a se tornar o seu inseparável báculo. Ele próprio o preparou, requeimando-o num forno de carvão, para retirada da seiva da madeira. Cortou a vara no tamanho adequado, deixando parte da raiz para dar a curvatura necessária. Posta de ponta cabeça, eis o báculo de D. Mário. E por falar em raiz, nesta época do ano, quantos ipês lindos, amarelos, rosas e brancos. Mas que parte da árvore é responsável por tanta beleza? Não são as raízes que, humildemente, cumprem suas funções lá em baixo da terra, sem serem vistas? Para mim, esse báculo de cabeça para baixo encarna, exatamente, o espírito misericordioso, de despojamento e de humildade de D. Mário, muito bem sintetizado no seu lema: Eu vim para servir. Ou seja, eu quero ser raiz. Pois bem, aos 60 anos de idade e 20 de episcopado, D. Mário, muito conscientemente, abre mão do bispado deixando em seu lugar o espiritano, D. Sérgio. Procurou descansar um pouco e quando pensei que, após tantos anos de dedicação, ele viria para perto de nós, que nada. Pediu para ir para mais longe, como auxiliar do vigário de Fonte Boa, onde está há 14 anos. Recentemente, o coração começou a dar sinais de que estava precisando de reparos. Ganhou um marcapasso. Será que ficará por aqui agora? Nada disso. Dia 28/08 estará de volta para a sua abençoada missão, em Fonte Boa. Para os parentes e amigos que não conhecem muito bem o verdadeiro Mário Clemente Neto, eu digo em alto e bom tom: é um ser humano que veio a este mundo somente e apenas para servir, como religioso, abrindo mão do conforto, do bem estar, da qualidade de vida e até da própria saúde. É um homem muito inteligente, de vasta cultura e conhecimentos, formado em Teologia na respeitabilíssima Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, dos Jesuítas. Mesmo com tanta experiência, está sempre correndo atrás de atualização no trabalho pastoral. Pratica uma evangelização moderna, visando a deixar que os leigos assumam suas comunidades. Porém, mesmo com toda essa bagagem, ele quer ser como uma simples vela que se consome, aos pouquinhos, no serviço, na certeza de que o clarão do evangelho está, de fato, atingindo os milhares de ribeirinhos, seus amores, nas enormes distâncias amazônicas de um Brasil quase esquecido pelos poderes da nação. Quando, há pouco, lhe perguntei até quando pretende ficar no Amazonas, disse-me: “Enquanto eu estiver aguentando”. Então, D. Mário, se é isso que o senhor quer, que o Grande Gestor da Igreja Católica e padroeiro da sua Congregação, o Divino Espírito Santo, junto à co-padroeira Imaculado Coração de Maria, continuem abençoando sua maravilhosa jornada em prol dos desvalidos, concedendo-lhe muita saúde e paz. Parabéns! O senhor, com o seu lema “EU VIM PARA SERVIR” é e sempre será um modelo de cristão para todos nós.

01/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Corrigindo... "o frio!

01/08/2016 ### Adilson do Nascimento ### Belo Horizonte - MG
Meu prezado desembargador Doutor Otomano Menezes, fico imaginando a frio que está a fazer nesta São Paulo, da garoa. Segundo a diretora do Grupo Teatral Divinarte a apresentação da peça deverá se dar no dia 21 de outubro.

01/08/2016 ### Otomano Menezes ### São Paulo - SP
Meu caríssimo professor Doutor Adilson do Nascimento, quando é que a sua peça teatral Meu filho... meu herói será apresentada pelo Grupo Teatral, em Gouveia?

01/08/2016 ### José Carlos Dias ### Niterói - RJ
corrija-se: representariam...

31/07/2016 ### José Carlos Dias ### Niterói - RJ
Os eleitores de Gouveia teriam votado nesses 14 eleitores e presentariam o Arraial nas eleições dos distritos, isto é, seriam os eleitores que votariam por Gouveia no 17º Distrito de Diamantina.

31/07/2016 ### José Carlos Dias ### Niterói - RJ
Em 1850, o Dr. Antonio Gabriel de Paula Fonseca, médico e deputado provincial pela região de Diamantina, em discurso na Câmara Provincial, afirma ser natural do “Arraial da Gouvêa” e enaltecendo as virtudes e o pleno desenvolvimento da região informou que entre “Gouvêa e Dattas a população é de mais de 4000 almas, tão povoado que dá de 14 a 16 eleitores, mesmo pela lei de 19 de agosto de 1846.” Essa lei estabelecia que teria direito ao voto os maiores de 25 mediante as condições censitárias, restringia, desse modo, o direito de sufrágio. - Art. 18. Não serão incluidos na lista geral (Artigo 92 da Constituição): - 1º Os menores de 25 annos, nos quaes se não comprehendem os casados, e os Officiaes Militares, que forem maiores de 21 annos; os Bachareis formados, e os Clerigos de Ordens Sacras. - 2º Os filhos familias, que estiverem em companhia de seus pais, salvo se servirem Officios Publicos. - 3º Os criados de servir, em cuja classe não entrão os Guarda-livros, e primeiros Caixeiros das casas de commercio; os criados da Casa Imperial, que não forem de galão branco; e os Administradores das Fazendas ruraes, e Fabricas. - 4º Os Religiosos, e quaesquer, que vivão em Communidade claustral. - 5º Os que não tiverem de renda liquida annual, avaliada em prata, a quantia de 100$000 por bens de raiz, industria, commercio, ou Emprego. - 6º As praças de pret do Exercito, e Armada, e da Força Policial paga, e os Marinheiros dos Navios de Guerra. - Na essência essa lei, no que tange aos direitos de sufrágio, quase nada modifica o que especificava a Constituição de 1824. – Dito isso, penso que se pode inferir interessantes conclusões do perfil populacional daquela época em Gouveia . Fontes: 1) Jornal do Commércio - edição 056 - 2) Constituição de 1824 - 3) Lei de 19 de agosto de 1846.

29/07/2016 ### José Carlos Dias ### Niterói - RJ
Prezado Prof. José Moreira: estou mesmo ficando velho. Meus olhos estão marejando. - Tecum habita et noris, quam sit tibi curta supellex. (Regressa a ti mesmo e saberás quão simples é para ti o inventário.) Pérsio. - O Mestre Valentim é considerado um gênio do barroco brasileiro. O Rio de Janeiro é uma cidade que ele ajudou a construir. – Gouveia precisa resgatar o seu inventário. Isso tem a ver com a autoestima, orgulho próprio da sociedade gouveana. Ontem à noite, eu passei para a Ilda do Dr. Pércio, registro do pedido de instalação da “Pharmárcia Auxiliadora” em setembro de 1888, feito pelo Sr. Joaquim Alves Tayoba. Parabéns a todos os gouveano abrangidos por estes galardões de vossos antepassados.

28/07/2016 ### José Moreira de Souza ### Belo Horizonte
Prezado José Carlos, não vou esperar a próxima edição do Boletim da Afago para contar o que segue. Vamos encerrar a 50ª Semana Mineira de Folclore em Diamantina, no final de Agosto. Queremos reunir todos os povoados que pertenceram ao Distrito Diamantino para a gente conversar um pouco sobre nossa herança de garimpeiros com todas as sequelas. Veja esta informação: “Encontra-se ano acervo odo Arquivo Nacional do Rio de Janeiro o inventário post mortem de Valentim Fonseca e Silva, o conhecido Mestre Valentim. O exame da documentação arrolada no inventário, ao qual foi incorporado seu testamento – rico em informações complementares -, permite-nos tomar contato com dois dados importantes da biografia desse artista polivalente. No referido testamento, feito cinco dias antes de falecer, em 24 de fevereiro de 1813, Mestre Valentim declarou, entre outras coisas que nascera e fora batizado na freguesia de Santo Antônio do Arraial de Gouvêa, limite da comarca de Serro Frio das Minas Gerais e que era filho natural de Manoel da Fonseca e Silva e de Amatilde da Fonseca, já falecidos. Declarou ainda que tivera uma filha natural com Josefa Maria da Conceição, moça solteira que “não tinha impedimento de casar”. (...) Como Valentim mesmo afirmou em seu testamento que já “havia mais de quarenta anos” que chegara ai Rio de Janeiro, conclui-se que desde 1765 ou 1766 ali vivia, apartado de um outro gênio do barroco no Brasil, o Aleijadinho, que nessa mesma época fora contratado para projetar sua marcante obra, a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto” (p.310) ... Mestre Valentim, como projetista, e o vice-rei Luís de Vasconcelos e Souza, como idealizador do Passeio Público, mudaram qualitativamente a cidade. (...) Bastava essa obra para consagrar Mestre Valentim como o mais importante artista do Rio de Janeiro colonial . Muitas outras, porém ele realizou tendo sido minuciosamente já analisadas por vários de seus biógrafos. (p.314) Nireu Cavalcanti: Rio de Janeiro Setecentista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004 Chamo atenção para duas coisas. O autor se deu ao trabalho de sair do Rio de Janeiro para encontrar a certidão de batismo desse Valentim. Já imaginou se os livros de batismo estivessem na Paróquia de Gouveia? Ele não encontraria nada. Felizmente, esses livros estão guardados na Arquidiocese de Diamantina. Algum de nossos vigários destruiu todos os livros de 1790 até 1865.Por sorte Mestre Valentim nasceu no dia 13 de fevereiro de 1744 e foi batizado no dia 8 de março. Vale lembrar que a capela de Santo Antônio da Gouveia já tinha seu capelão como registrou o Cônego Raimundo Trindade. Já imaginou se Mestre Valentim tivesse construído a Matriz de Gouveia, o tamanho do crime que seria sua demolição?